Aposentadorias e pensões do INSS pagas em valores superiores ao salário mínimo receberão reajuste de 3,90% em 2026. O percentual corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre janeiro e dezembro de 2025, conforme determinado pela Lei nº 8.213/1991. O índice será aplicado a todos os benefícios acima do piso nacional, desde o menor valor até o teto previdenciário.
O reajuste do INSS serve exclusivamente para repor a inflação do período, sem garantir ganho real aos beneficiários. Entretanto, o percentual ficou abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA, que acumulou 4,26% no ano passado. Dessa forma, aposentados e pensionistas terão perda de poder de compra, mesmo recebendo valor nominal maior.
Novo Teto Previdenciário Para 2026
Com aplicação do índice de 3,90%, o teto do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026. Os novos valores serão formalizados através de portaria que deve ser publicada em breve pelo governo federal.
No ano anterior, o reajuste dos benefícios acima do mínimo foi de 4,77%, baseado no INPC de 2024. Consequentemente, o percentual menor para 2026 reflete a inflação acumulada mais baixa registrada em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Diferença Entre Reajustes do Mínimo e Acima do Mínimo
Enquanto benefícios acima do mínimo recebem apenas reposição inflacionária, quem ganha exatamente um salário mínimo segue regra diferenciada. O piso nacional foi fixado em R$ 1.621, representando aumento de 6,79% porque o cálculo incorpora inflação mais crescimento do PIB.
Portanto, essa diferença nas metodologias cria distorção: beneficiários do mínimo têm ganho real, enquanto quem recebe acima perde poder aquisitivo. Os pagamentos com novos valores iniciam em 26 de janeiro para quem recebe o mínimo. Adicionalmente, segurados com benefícios acima do piso começam a receber valores reajustados a partir de 2 de fevereiro, conforme calendário oficial do INSS.
Fonte: O Globo

